...Para a ESEC, Para a AEESEC...àqueles locais onde tudo acontece...
Aos Meus Amigos, que são o património Humano que levo desta Cidade e deste percurso!
Vêm de todos os lados
Perdidos e achados
em copos e guitarradas
Por ruas encantadas,
Com ou sem luar…
Não há uma só razão,
Não importa
quantas voltas o tempo dê…
de Ti já ninguém quer escapar!
Coimbra,
as lágrimas mais pesadas
e as gargalhadas mais sentidas
foste Tu que provocaste…
És a testemunha mais fiel,
o cenário mais puro
daquilo a que agora sei chamar Saudade!
Num recanto escondido,
Talvez na história que ninguém sabe contar
Deste-me a ESEC
Onde tudo o que julguei perdido
Acabei por encontrar!
Longe da academia instituída,
Sem louvor ou gloria,
Cresci onde a tradição é vivida
Por aqueles que não sabem ir embora!
À minha volta vi se erguerem
muros inabaláveis…
pessoas que são agora,
partes de mim inquebráveis!
O que fui até Te conhecer
E o que serei agora,
quando Te deixar…
Já ninguém vai distinguir,
Não há maneira de apagar!
Obrigada pelas recordações
Pelos momentos de luta
Por tantas diversões!
Porque me mostraste
que sei vencer,
Porque da perda
sempre me soubeste erguer!
Porque por mais voltas que dê
És um caminho por onde voltar!
Porque vá eu onde for,
sempre Te hei-de lembrar…
Minha casa estendida,
pelo Mondego tão amada,
Onde jorrei o meu pranto
nas noites de desencanto,
com a capa traçada!
Onde me apresentei a Ti
Onde o meu nabo tocou o coração
do Teu leito sagrado!
Onde me escondo e me acho
Debaixo de um traje encantado!
Quero desfilar em Ti
Para que todos possam saber
que nos Teus penedos
Não há quem escreva,
Tudo o que de Ti leva!
De fitas ao vento,
Onde as palavras
Farão documento…
Desta que é a hora da maior investida
Da que será,
De bengala e cartola
A pior despedida,
Também eu digo, até Sempre…
Coimbra,
Tu me pertences,
Contigo sempre estarei…
Pois em Ti deixo
e de Ti levo…
O que Faço, Sou e Sei!
(*)com muito orgulho e já alguma saudade...OBRIGADA!